Mulher Estéril
Vazia, ecoo para o menor passo, Museu sem estátuas, com grandes pilares, pórticos, rotundas. No meu pátio, uma fonte salta e afunda-se em si mesma, Sem coração e cega para o mundo. Lírios de mármore Exalam como odor a sua palidez. Imagino-me com um grande público, Mãe de uma Nike branca e de vários Apolos carecas. Mas, os mortos ferem-me com atenções, e nada pode acontecer. A lua repousa a mão na minha testa, Rosto vazio e mãe como enfermeira. The Collected Poems | Sylvia Plath © 1981 The Estate of Sylvia Plath Editorial material © 1981 Ted Hughes Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa