As Duas Irmãs de Perséfone
Há duas meninas: uma senta-se dentro de casa; outra, fora. Durante o dia, um dueto de sombra e luz Joga-se entre elas. No escuro quarto revestido a lambris A primeira trabalha com problemas Numa máquina matemática. Marca o tempo com carraças secas Enquanto cada soma é calculada. Nesta empreendimento estéril Ratos astutos trepam para os olhos vesgos, A sua magra moldura era uma pálida raiz. Bronzeada como a terra, a segunda, Ouve as carraças sopradas de ouro Como pólen no ar brilhante. Embalada Perto de uma cama de papoulas, Vê como a sua seda vermelha flameja De pétalas de sangue Queimaduras abertas à lâmina do sol. Naquele altar verde Sendo livremente noiva do sol, a segunda Cresce rápida com as sementes. Coberta de relva em seu laboral orgulho, Carrega um rei. Tornou-se amarga E pálida como um qualquer limão, A outra, virgem irónica até ao fim, Vai para a campa com a carne desvastada, Com um marido larva, mas sem mulher. The Collected Po...