Papá
Já não serve, já não serve mais O sapato negro Em que vivi como um pé Por trinta anos, pobres e brancos, Não ousando nem respirar ou espirrar. Papá, tive que te matar. Morreste antes que tivesse tempo - Pesado em mármore, um saco cheio de Deus, Estátua medonha com um dedo-pé de cinza Grande como uma foca de Frisco E uma cabeça no estranho Atlântico Que derrama feijão verde sobre azul Nas águas da bela Nauset. Costumava rezar para te recuperar. Ach, du. Na língua Alemã, na cidade Polaca Arranhada e furada pela roldana De guerras, guerras, guerras. Mas o nome da cidade é comum. O meu amigo Polaco Diz que são uma dúzia ou duas. Então nunca poderia dizer onde Assentas o pé, a tua raiz, Nunca consegui falar contigo. A língua prendeu-se ao maxilar. Preso numa armadilha de arame farpado. Ich, ich, ich, ich, Mal conseguia falar. Pensei que todo Alemão era como tu. E a linguagem obscena Um máquina, um máquina Rejeitando-me como a uma Judia, Uma Judia par...