Uma tempestade insolente atinge o crânio
Uma tempestade insolente atinge o crânio, ataca a cidadela adormecida, derrubando o presidente pelos joelhos - na impotência, para implorar a paz, embora arbitrariamente isso o divirta, o vento acorda a inteira metrópole. Ciclones cépticos testam o osso de esqueleto estrito e sagrado; vendavais polémicos provam em detalhe como a carne se une rápida a uma articulação gelada, e uma enxaqueca ciclópica estremece os templos dos ortodoxos. Abracadabra da chuva afoga as orações de Noé com desdém, leva o padre e a prostituta até à rua, privados de Moisés e de costumes; nenhum projecto antigo constrói uma arca para navegar nesta escuridão final. Inundações do rio transcendem o nível demarcando o bem e o mal, e argumentos casuais correm à solta inundando a quietude do Éden: todos os absolutos que os anjos dão tropeçam no relativo. Um relâmpago conjura o globo de Deus fora da "sua órbita; nem lei nem profetas podem rectificar o leviano intento para atraiçoar o firmamento. ...