Totem
O motor está a destruir o trilho, o trilho é prata, Estende-se até a distância. Ainda assim, será devorado. O seu andamento é inútil. Ao anoitecer, há a beleza dos campos alagados, O amanhecer adorna os fazendeiros como porcos, Balançando ligeiros em seus trajes grosseiros, Torres brancas de Smithfield à frente, Ancas gordas e sangue em suas mentes. Não há misericórdia no brilho dos cutelos, A guilhotina do açougueiro que sussurra: "Como isto é, como é?" Na marmita a lebre é abortada, Afastaram a sua cabeça de bébé, embalsamada em temperos, Esfolada de pele e humanidade. Vamos comê-la como a placenta de Platão, Vamos comê-la como Cristo. Estas são as pessoas que foram importantes - Os seus olhos redondos, os seus dentes, os suas esgares Numa vara que chocalha e estala, uma cobra falsificada. Será que o capuz da cobra me apavora? A solidão do seu olho, o olho das montanhas Através de que o céu eternamente se enreda? O mund...