O Carcereiro
O meu suor nocturno engordura o seu prato de pequeno almoço da manhã. O mesmo cartaz de névoa azul é colocado em posição Com as mesmas árvores e lápides. É tudo o que ele pode inventar, A tagarelice de chaves? Fui drogada e violada. Sete horas perdidas do meu perfeito juízo Num saco preto Onde relaxo, feto ou gato, Alavanca de seus sonhos molhados. Algo se foi. O meu comprimido de dormir, o meu zepelim vermelho e azul Derruba-me de uma altitude terrível. A carapaça esmagada, Estendo-me até aos bicos dos pássaros. Ó pequenas brocas de pedra - De que buracos esse dia de papel está cheio! Ele tem-me queimado com cigarros, Finge que sou uma negra com patas rosadas. Mas sou eu mesma. Isso não é suficiente. A febre goteja e endurece em meu cabelo. As minhas costelas aparecem. O que comi? Mentiras e sorrisos. Certamente o céu não é dessa cor, Certamente a relva está a ondular. O dia inteiro, colei a minha igreja de palitos de fósforo queimados, Sonho por completo...