Carta em Novembro
Amor, o mundo De repente ganha, ganha cor. A luz da rua Divide-se pela cauda do rato, Vagens de laburno às nove da manhã. É o Árctico, Este pequeno círculo Negro, com relvas citadinas de seda - cabelo de bébés. Há um verde no ar, Macio, delicioso. Isso suaviza-me com amor. Estou corada e cálida. Penso que posso ser imensa, Estou tão estupidamente feliz, As minhas botas Wellingtons Pisam e repisam por completo o belo vermelho. Esta é a minha propriedade. Duas vezes por dia Caminho, farejando O azevinho bárbaro com as suas viridianas Conchas de vieira, ferro puro, E a parede de velhos cadáveres. Adoro-os. Amo-os como história. As maçãs são douradas, Imaginem - As minhas setenta árvores Segurando as suas bolas douradas Numa densa sopa cinzenta de morte, O seu milhão De folhas d'Ouro metalizado e sem fôlego. Ó amor, ó celibatário. Ninguém além de mim Caminha molhado pela cintura. O insubstituível Ouro sangra e escurece, a boca das Termópilas. The Co...